Rádio Extraclassse Kolping

sábado, 11 de setembro de 2010

Fim da Guerra do Iraque - Desafio agora é manter estabilidade política e segurança no país

José Renato Salatiel*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Após mais de sete anos, os Estados Unidos terminaram uma das guerras mais caras e polêmicas de sua história. No último dia 31 de agosto, cumprindo uma promessa de campanha, o presidente Barack Obama anunciou o térmico da missão de combate no Iraque. Os iraquianos enfrentam agora o desafio de manter a segurança e compor um governo em meio a desavenças étnicas que dividem a nação.


Direto ao ponto: Ficha-resumo


A Operação Liberdade Iraquiana começou em 20 de março de 2003, durante o governo de George W. Bush (2001-2009). O motivo alegado para a invasão, a suposta existência de armas de destruição em massa, nunca foi comprovado. O objetivo era destituir o ditador Saddam Hussein do poder e estabelecer um regime democrático. Por trás disso, havia o interesse no controle das reservas de petróleo iraquianas e no domínio estratégico na região.


Na época, Bush tinha apoio da população para promover sua "guerra contra o terror". A campanha foi iniciada após osataques às torres gêmeas do World Trade Center (Nova York), em 11 de setembro de 2001. Nos anos seguintes, porém, o país se envolveu em duas guerras, no Afeganistão e no Iraque, e enfrentou a maior crise econômica desde a Grande Depressão (1929-1933).


Somente a guerra no Iraque custou US$ 744 bilhões (R$ 1,3 trilhão) e matou mais de 4.419 militares (até 3 de agosto) e 100 mil civis iraquianos. A imagem dos Estados Unidos também foi prejudicada devido a denúncias de maus tratos a presos iraquianos na prisão de Abu Ghraib e operações violentas nas ruas de Bagdá.


Era, portanto, uma guerra que só acumulava despesas. Os prejuízos eram tanto financeiros quanto políticos. O desgaste de Bush, agravado pela demora ao socorro às vítimas do furacão Katrina em 29 de agosto de 2005, foi decisivo para a eleição de Obama no ano passado. Dentre os compromissos do novo presidente estavam retirar os combatentes do Iraque e concentrar esforços na economia doméstica.


Para completar a retirada, no último dia 1º de setembro o governo americano deu início à Operação Novo Amanhecer. Um efetivo de 49.700 soldados (dos 64 mil remanescentes) irá permanecer no Iraque para treinar a polícia e o Exército locais. Obama enfatizou que os soldados deixarão definitivamente o país até o final de 2011. Para isso, pediu pressa na composição de um novo governo no Iraque.


Não será fácil reconstruir o país. O Iraque, assim como a maioria dos países doOriente Médio , não possui tradição democrática. Além disso, décadas de guerras destruíram a infraestrutura necessária para o desenvolvimento. E há disputas entre grupos étnicos que impedem a formação de um Estado. A unificação do país só foi possível, até hoje, por meio da ditadura.


Era Saddam

O Iraque é um país rico em petróleo, mas pouco desenvolvido devido a séculos de guerra e ocupação estrangeira. Depois de quatro séculos dominado pelo Império Otomano, passou a ser colônia do Reino Unido após o término daPrimeira Guerra Mundial (1914-1918). Quatro décadas mais tarde, o período de transição da monarquia foi marcado por sucessivos golpes de Estado.


Os conflitos terminaram com a chegada do partido de Saddam Hussein ao poder, em 1968. O ditador assumiu a presidência em 1979, iniciando um dos regimes mais violentos do Oriente Médio. Na ocasião, em plena Guerra Fria(1945-1991), ele tinha apoio dos Estados Unidos. A razão disso era a rivalidade com o Irã, país dos aiatolás que pregava o fim de Israel e desafiava os americanos.


Durante o governo de Saddam, o Iraque enfrentou três guerras do Golfo Pérsico que devastaram a economia do país: a primeira contra o Irã (1980-88), a segunda com a invasão do Kuwait (1990-91) e, finalmente, a ocupação dos Estados Unidos (2003-2010). O ditador iraquiano foi deposto e capturado ao final de 2003. Ele foi condenado à morte em dezembro de 2006 pelo assassinato de 148 muçulmanos xiitas na vila de Dujail, ocorrido em 1982.


A sociedade iraquiana é formada por três grupos étnicos e religiosos que brigam entre si há séculos. Os árabes perfazem entre 75% e 80% da população, de 29 milhões de habitantes. Os curdos estão entre 15 e 20% desse total. A principal religião é a muçulmana, dividida entre xiitas (60 a 65%) e a minoria sunita (32% a 37%).


Os sunitas governaram o país desde a sua criação, em 1920. Essa situação mudou a partir de outubro de 2005, quando os iraquianos aprovaram uma Constituição mediante um referendo nacional. Em dezembro foi composto o Parlamento, no primeiro governo constitucional no país em quase 50 anos, de maioria xiita. As diferenças étnicas vieram à tona em atentados violentos até 2007.


Impasse político

Nas eleições parlamentares de 7 de março deste ano , a coalizão xiita do primeiro-ministro Nouri al Maliki, o Estado de Direito, terminou em segundo lugar, atrás da aliança Iraqiya, do ex-premiê Iyad Allawi (que tem apoio dos sunitas). A Aliança Nacional Iraquiana, de xiitas radicais, ficou em terceiro lugar na disputa.


Houve denúncias de fraudes e recontagem de votos, mas os números permaneceram inalterados. O resultado nas urnas obrigou os partidos a negociarem a composição de um novo governo, secular e multiétnico.


No entanto, passados seis meses das eleições, não foi sequer nomeado um novo primeiro ministro. Os três blocos não se entenderam e não surgiu um outro nome, além de Maliki, para concorrer ao cargo.


Enquanto isso, uma nova onda de violência tomou conta das ruas de Bagdá. A duas semanas da retirada das tropas, um ataque deixou pelo menos 59 mortos. Outras 12 pessoas morreram em ataques de homens-bomba contra um complexo militar, depois do fim da missão. Os atentados colocam em dúvida as garantias do governo iraquiano de que o país tem condições de cuidar da própria segurança.

Direto ao ponto volta ao topo
No último dia 31 de agosto, cumprindo uma promessa de campanha, o presidente Barack Obama anunciou o térmico da missão de combate no Iraque. Os iraquianos enfrentam agora o desafio de manter a segurança e compor um governo em meio a desavenças étnicas que dividem a nação.

A Operação Liberdade Iraquiana começou em 20 de março de 2003, durante o governo de George W. Bush (2001-2009). O motivo alegado para a invasão, a suposta existência de armas de destruição em massa, nunca foi comprovado.

A guerra no Iraque custou US$ 744 bilhões (R$ 1,3 trilhão) e matou mais de 4.419 militares (até 3 de agosto) e 100 mil civis iraquianos. A imagem dos Estados Unidos também foi prejudicada devido a denúncias de maus tratos a presos iraquianos na prisão de Abu Ghraib e campanhas violentas nas ruas de Bagdá.

Para completar a retirada, no dia 1º de setembro o governo americano deu início à Operação Novo Amanhecer. Um efetivo de 49.700 soldados irá permanecer no Iraque para treinar a polícia e o Exército locais. Todos os soldados deixarão definitivamente o país até o final de 2011.

Para isso acontecer, é fundamental que os iraquianos cuidem da segurança nas ruas e mantenham a estabilidade política do país. No entanto, passados seis meses das eleições, não foi sequer nomeado um novo primeiro ministro, devido a brigas entre xiitas e sunitas.
*Renato Salatiel é jornalista e professor universitário.

Paradoxo ecológico: ecossistemas decaem, mas a vida melhora

Apesar de indicadores positivos, pesquisadores alertam que estamos acumulando problemas para o futuro
por David Biello

Nasa
Durante décadas, ambientalistas apocalípticos (e outros) têm alertado da desgraça iminente da humanidade, em grande parte como resultado da nossa utilização não sustentável e os impactos sobre os sistemas naturais do planeta. A mais recente avaliação global dos ecossistemas descobriu que 60% estão em declínio.

No entanto, nesse momento a mesma humanidade nunca esteve melhor. Nossos números continuarão crescendo, a esperança de vida aumentando, a mortalidade infantil em declínio e o recorde de crescimento econômico.

Esses são os melhores tempos ou o pior de todos os tempos? Ou os dois? Na edição de setembro da 
BioScience, um grupo de cientistas tenta conciliar os conflitos e responder à pergunta: "Como é que o bem-estar humano continua melhorando com o declínio dos ecossistemas?"

Os autores, liderados pela geógrafa Ciara Raudsepp-Hearne, da McGill University, oferecem quatro hipóteses para este paradoxo ecológico: os seres humanos são na verdade piores do que pensávamos; a capacidade de produzir alimentos supera todos os outros serviços do ecossistema; a tecnologia nos permitiu transcender o ambiente e os efeitos nocivos da degradação ambiental; o pior ainda está para vir.

Qualquer pessoa que tenha estudado o assunto pode dizer que a humanidade nunca esteve melhor. O "índice de desenvolvimento humano", uma medida global da expectativa de vida, alfabetização, escolaridade e renda 
per capita nacional, nunca foram maiores. "Bem-estar humano está, em média, em crescimento", escrevem os autores.

Quanto à agricultura, é bastante claro que é um dos mais importantes serviços do ecossistema a humanidade. Isso certamente é uma lição da "Revolução Verde" que evitou a fome de muitos ambientalistas responsáveis pela previsão apocalíptica em 1970. Ao mesmo tempo, unidades de produção causam terríveis danos ecológicos, como a perda de habitat e diminuição da biodiversidade.

Estamos simplesmente acumulando problemas para o futuro, como o aumento dos níveis de CO2 na atmosfera. Como os pesquisadores colocaram: "Embora haja muitas defasagens importantes nos sistemas da Terra, as conseqüências dessas defasagens para o bem-estar não são claras.”

Uma coisa é clara: vivemos em uma era dominada pelo homem, em que tudo, desde a atmosfera até as camadas de rocha, é afetado por atividades humanas. Gestão não é mais um luxo. É melhor melhorarmos isso.

Fonte: 
http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/paradoxo_ecologico_ecossistemas_decaem_mas_a_vida_melhora.html

Do lixo para o carro

Jovens pesquisadores desenvolvem novo uso para embalagens Tetra Pak, usadas em produtos como leite pasteurizado: elas podem ser transformadas em para-sóis para automóveis, evitando temperaturas internas que podem chegar a 90ºC no verão.
Por: Camilla Muniz
Do lixo para o carro
O para-sol feito com embalagens de leite longa-vida que iriam para o lixo: a camada de alumínio existente na camada interna das caixas cria uma barreira para impedir a entrada de luz pelo painel do carro (foto: cortesia dos pesquisadores).
Reduzir o lixo urbano e contribuir para a conservação do meio ambiente. Foi com esses objetivos que um grupo de estudantes de engenharia ambiental do Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), no sul fluminense, desenvolveu um pára-sol – protetor solar para automóveis – utilizando embalagens Tetra Pak recicladas.
Para proteger os alimentos, esse tipo de embalagem tem na composição uma camada de alumínio, que cria uma barreira para impedir a entrada de luz. A equipe, orientada pelo engenheiro Jaime Alex Marques da Silva, percebeu que essa propriedade do material poderia ser aproveitada para construir os protetores solares de modo a evitar o superaquecimento dos veículos, como explica a estudante Daniela Vasconcelos, integrante do grupo.
Em dias ensolarados, os vidros transparentes de janelas e pára-brisas de carros deixam passar a radiação emitida pelo sol, que aquece o painel e os estofados e aceleram sua deterioração.
Como os acessórios internos dos automóveis são geralmente de cor escura – caso contrário, ofuscariam a visão de motoristas e passageiros devido à luz refletida internamente, sobretudo pelos vidros dianteiros –, a quantidade de calor retida é ainda maior, o que provoca o superaquecimento interno do veículo.
Além de reduzir a temperatura, o pára-sol ajuda a conservar os componentes internos dos carros
Na etapa inicial do projeto, o grupo realizou testes de medição de temperatura no interior de um carro exposto diretamente à luz solar. O automóvel permaneceu sob o sol por cerca de quatro horas e meia a cada dia de aferição.
As estudantes constataram que, mesmo no inverno, a temperatura interna de um veículo pode chegar a mais de 60ºC. “No verão, é possível que ela seja de aproximadamente 90ºC”, estima Vasconcelos. “Além de reduzir essa temperatura, o pára-sol ajuda a conservar os componentes internos dos carros”, diz.
Doze caixinhas de leite de um litro foram utilizadas para confeccionar o protetor. Foram experimentadas várias versões de fixação das embalagens. Em uma delas, foram fixadas umas às outras com fita adesiva. Em outra, foram costuradas com fio de nylon e linha de costura, versão que se mostrou mais resistente.
Antes, houve duas etapas determinantes para o sucesso do projeto: primeiro, as caixinhas foram submetidas à temperatura de 100°C em uma estufa e depois a um teste de prensagem. “Dessa forma, conseguimos nos certificar de que o pára-sol não sofreria deformações ou rachaduras com o calor e o dobramento frequente”, conta.
Agora, as pesquisadoras pretendem passar adiante o conhecimento adquirido e ensinar a técnica de confecção dos protetores solares em cooperativas de catadores e comunidades carentes. “A ideia é que essas pessoas fabriquem para-sóis para vendê-los e gerar renda para suas famílias”, afirma a estudante.

Camilla MunizCiência Hoje/ RJ

Texto originalmente publicado na CH 273 (agosto/2010).

Dicas para Arrasar na Redação do Vestibular


Por: Universia
"Um dos piores erros que os candidatos podem cometer em uma prova de redação é a extrema preocupação com a forma, com a gramática. O importante é que ele opine sobre o tema", explica a coordenadora da banca de avaliação de redações da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), Marisa Magnus Smith.
Já faz tempo que o segredo de escrever uma boa redação deixou de ser o fato de não errar a gramática. Na opinião de especialistas, acima de tudo, uma boa redação de vestibular - que nada mais é do que um teste para averiguar a capacidade do estudante em opinar e refletir - deve conter argumentação bem colocada e bem fundamentada.

Para se sair bem em sua "defesa", os especialistas dizem que os candidatos não devem ficar "em cima do muro" (ora a favor, ora contra o tema), tampouco comprar opiniões do senso-comum. Se o candidato não estiver certo do que está dizendo e não expuser razões para pensar daquela forma o texto fica vazio. "O texto tem que ter posicionamento, se for exclusivamente informativo não é bom. Aliás, não dá nem para começar a escrever um texto se não tiver uma opinião. Um texto sem opinião não existe", reforça o professor de redação do Cursinho Anglo, Maurício Soares Filho.

Para entender melhor por que os especialistas defendem essa idéia é fácil: imagine que as drogas acabaram de ser legalizadas pelo governo. Segundo os especialistas, se as pessoas abrem o jornal e procuram um artigo sobre a questão e encontram um texto sem nenhuma argumentação ou opinião, elas não refletirão, além de chato de ler. Para eles, aquilo que o leitor espera de um articulista é o mesmo que um examinador de vestibular espera de um futuro universitário (especialmente se for de universidade pública): opinião e reflexão.

De acordo com Soares Filho, para seu texto causar impacto, porém, a opinião deve estar muito clara. Por isso, a construção da redação deve valorizar seus argumentos. A ordem é apostar na organização da estrutura textual para não perder o fio da meada. "Organizar as informações é o segredo para fazer que a opinião apareça", complementa Soares Filho.

Treinando um texto nota 10
Se a intenção é obter destaque por meio de uma boa argumentação, o que fazer para se preparar? Ler, ler, ler e escrever, escrever e escrever. "O hábito da leitura ajuda a desenvolver a escrita. Além disso, com a prática da redação, alguns padrões de textualidade são mais facilmente assimilados do que pelo professor a falar em sala de aula", enfatiza Marisa.

Para Soares Filho, a prova de redação é 50% leitura e 50% escrita. "Uma é conseqüência da outra. O primeiro passo para ter sucesso é ler o tema com muita atenção e, em seguida, posicionar sua opinião para definir o que será defendido".

Uma boa dica é ler editoriais, crônicas, artigos e textos assinados que emitam opinião sobre o tema que é retratado. Com isso, é possível criar uma bagagem de como e em que momentos é pertinente evidenciar as opiniões pessoais.

Outra dica valiosa é procurar ser autêntico. Na hora de escrever um texto sobre a legalização das drogas ou do aborto ninguém precisa "encarnar o revolucionário" para passar em um vestibular de uma universidade famosa por sua histórica política de contestação. A autenticidade do seu pensamento deve estar refletida em seu texto, nem mais, nem menos.

"Como professor, uma de minhas preocupações é esclarecer para os meus alunos que eles não devem fingir ser uma pessoa que não são na hora de escrever, pois assim, vão ter dificuldades em sustentar os argumentos, e fica muito fácil se contradizer, o que compromete a qualidade do texto", diz Maurício.

Por fim, a prova de redação serve para avaliar a capacidade do candidato de se comunicar por escrito, de fazer reflexão e de conseguir se expressar de maneira simples e coesa. Por isso é tão importante não ser superficial e mostrar uma visão crítica sobre o tema a ser discutido.

Dicas para se dar bem na redação
Não comece escrever sem pensar e definir sua opinião sobre o tema;

Tome cuidado para não fugir do tema proposto;

Não tente "modernizar" a escrita durante a prova;

Evite o uso de clichês;

Evite repetição de termos e palavras. Faça uso de sinônimos e elipse;

Fundamente os argumentos, mas nunca use exemplos pessoais;

Lembre-se: o texto é uma conversa com um interlocutor desconhecido, portanto seja o mais claro possível.

Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/834/1/Dicas-para-Arrasar-na-Redacao-do-Vestibular/Paacutegina1.html

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Os fatos do país e do mundo são importantes para o vestibular



A notícia de hoje é a história de amanhã. Você, vestibulando que acha os telejornais chatos e jamais leu uma revista de notícias, precisa mudar os seus conceitos. Os principais assuntos do Brasil e do mundo são muito importantes para o nosso cotidiano e influenciam direta ou indiretamente em nossa vida.
O difícil é dar o primeiro passo. Não se desespere se você assistir ao telejornal e não entender nada. Não queira ficar por dentro de um determinado assunto complexo no primeiro dia. Acompanhe as informações e pergunte aos seus pais, na hora do telejornal, se tiver alguma dúvida. Além disso, você pode anotar e levar o assunto para a sala de aula e perguntar ao professor. Quando você menos imaginar, estará acompanhando a repercussão de determinado fato. Isso é extremamente importante para o vestibular, pois as redações e diversas disciplinas costumam exigir assuntos da atualidade.
Outra fonte rica em informação é a leitura. Se por acaso você não gosta desta prática, comece exercitando através de revistas ou livros que prendam a sua atenção. Este é o primeiro passo para que a leitura vire um hábito e, assim, você comece a gostar de ler os livros exigidos no vestibular.
As revistas de informação também são extremamente importantes para o vestibulando. Elas complementam os estudos trazendo matérias sobre os mais diferenciados assuntos. Para aqueles que utilizam a internet para os mais diferenciados fins, ela também pode servir para que você possa acompanhar as notícias e saber da repercussão dos fatos.
O importante é começar a ler, ver e ouvir o que se passa ao seu redor. Você precisa conhecer o país em que vive e saber o que se passa na economia, política e nos mais diferenciados setores.

A poluição causa estragos devastadores ao ser humano

Muitas pessoas não conseguem entender os estragos provocados pela poluição na vida do homem. Alguns fingem que não está acontecendo nada e outros nem querem saber dos resultados trágicos causados pela poluição. Há muito tempo, autoridades tentam alertar o mundo sobre os efeitos da redução da camada de ozônio, do efeito estufa, da perda da biodiversidade e da poluição de rios e mares.
Uma cultura embutida na cabeça das pessoas que deu certo foi a de não jogar lixo pelas janelas dos carros. Lembra como era comum? Viajantes jogavam latas, pacotes de salgadinhos, tudo pela janela. As pessoas, ao longo dos anos, criaram uma consciência do quanto isto prejudica o meio em que vivemos. Apesar deste avanço, isso ainda é muito pouco perto de tudo que estamos e ainda vamos enfrentar. A população não se dá conta de que está a cada dia avançando em meio a um problema que talvez não teremos como solucionar.
Estamos passando por um processo de poluição cumulativa, cujos efeitos só serão sentidos a longo prazo, por isso se trata de um fato tão difícil de ser entendido. Apesar disso, esses problemas têm merecido atenção especial no mundo inteiro, por se multiplicarem significativamente em um curto espaço de tempo e com a certeza de um grande balanço em todos os seres vivos.
A Terra recebe uma quantidade de radiação solar que, em sua maior parte (91%), é absorvida pela atmosfera terrestre, sendo o restante (9%) refletido para o espaço. A concentração de gás carbônico oriunda principalmente da queima de combustíveis fósseis dificulta ou diminui o percentual de radiação que a Terra deve refletir para o espaço, o que provoca o aumento da temperatura média da superfície terrestre.
Especialistas no assunto já afirmaram que o aquecimento global é irreversível, outros dizem que podemos controlar, mas não solucionar o problema.
Existem vários fatores que fazem com que tenhamos que, mais cedo ou mais tarde, encarar a dura realidade. Algumas destas poluições chamam a nossa atenção:
Poluição Atmosférica
Consiste na introdução de substâncias, gases poluentes ou energias no ar. Esta situação provoca danos absurdos ao ser humano, ao ecossistema e ao meio ambiente em geral. Os contaminantes do ar provêm de diversas fontes, como fábricas, centrais termoelétricas, veículos, incêndio de florestas, etc.
A poluição atmosférica causa ainda impactos negativos na saúde humana, cujo grau de incidência e de perigo depende do nível de poluição, assim como dos poluentes envolvidos. Os problemas com maior expressão estão relacionados aos sistemas respiratório e cardiovascular.
Poluição Hídrica
O Brasil é um país rico em água própria para o consumo, porém a população e as autoridades competentes não se preocupam o suficiente com este bem natural indispensável para o ser humano. A população não se dá conta e acha que os rios são latas de lixo. As pessoas criaram o hábito de jogar entulhos nos rios, que além de obstruírem a passagem das águas, podendo causar enchentes, provocam um dano sem tamanho no meio ambiente.
Em plantações de arroz, o agricultor não se preocupa e libera água contaminada com agrotóxico diretamente nos córregos e, assim, contamina toda a rede. Um dos problemas também bastante conhecidos é a falta de infra-estrutura das cidades. O administrador público acha que o mar é uma “rede de tratamento de esgoto” e faz a canalização das casas para o meio ambiente, como um esgoto a céu aberto.
Poluição do Solo
A poluição do solo consiste em uma das formas de poluição que afeta particularmente a camada superficial da crosta terrestre, causando malefícios diretos ou indiretos à vida humana, à natureza e ao meio ambiente em geral. Consiste na presença indevida no solo de elementos químicos estranhos, como os resíduos sólidos ou efluentes líquidos produzidos pelo homem, que prejudicam as formas de vida e seu desenvolvimento regular.
Existem vários tipos de poluição no solo. As mais conhecidas são a poluição agrícola, a poluição provocada pelos aterros sanitários e a incineração desses detritos. Uma das principais consequências é a infertilização do solo para plantação e a contaminação da água. Sendo assim, a terra torna-se improdutiva e não há possibilidades de cultivo.
Os estragos feitos à natureza diariamente têm provocado um efeito desastraso no meio ambiente. A população clama por menos poluição mas não faz nada para reverter o processo. Estamos cientes da real situação de rios e mares, da falta de fiscalização e sobretudo da incapacidade humana de reverter este processo.
 
O carbono presente na atmosfera garante uma das condições básicas para a existência de vida no planeta: a temperatura. A Terra é aquecida pelas radiações infravermelhas emitidas pelo Sol até uma temperatura de 27 graus Celsius negativos. Essas radiações chegam à superfície e são refletidas para o espaço.
O carbono forma uma redoma protetora que aprisiona parte dessas radiações infravermelhas e as reflete novamente para a superfície. Isso produz um aumento de 43 graus na temperatura média do planeta, mantendo-a em torno dos 16 graus. Sem o carbono na atmosfera a superfície seria coberta de gelo. O excesso de carbono, no entanto, tenderia a aprisionar mais radiações infravermelhas, produzindo o chamado efeito estufa: a elevação da temperatura média a ponto de reduzir ou até acabar com as calotas de gelo que cobrem os pólos.
Os cientistas ainda não estão de acordo se o efeito estufa já está ocorrendo, mas se preocupam com o aumento do dióxido de carbono na atmosfera a um ritmo médio de 1% ao ano. A queima da cobertura vegetal nos países subdesenvolvidos é responsável por 25% desse aumento.
A maior fonte, no entanto, é a queima de combustíveis fósseis, como o petróleo, principalmente nos países desenvolvidos.

Jogo ajuda vestibulandos a treinar para o vestibular



Este é um jogo baseado no clássico jogo indiano Pachisi, cujo objetivo principal é chegar até o final do tabuleiro respondendo corretamente as questões que aparecem no percurso. Subdividido em quatro versões com personagens e imagens diferentes, aborda o conteúdo das disciplinas do ensino médio: Química, Física, Matemática e Biologia.


As questões obedecem aos "Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio". Portanto, o conteúdo corresponde ao ministrado nas escolas públicas e privadas. Nesse sentido, torna-se um ótimo simulado para os pré-vestibulandos, abordando todas as áreas das matérias requisitadas nos vestibulares.


A versão Web do Ludo Educativo está disponível em http://www.ludoeducativo.com.br e qualquer um pode usar gratuitamente sendo que a cada novo jogo são sorteadas novas perguntas. Um vídeo explicando sobre o funcionamento do jogo está disponível no Youtube em http://www.youtube.com/watch?v=nzUQK-JbLnQ


Fonte: http://www.mundovestibular.com.br/articles/10475/1/Jogo-ajuda-vestibulandos-a-treinar-para-o-vestibular/Paacutegina1.html

Governo quer proibir pais de dar palmada em crianças

O que você pensa da proibição à prática do castigo físico?

O projeto de lei que proíbe, no Brasil, o uso de qualquer forma de punição física como medida educativa segue uma tendência mundial. Essa é uma tentativa de defender os menores de idade das violências provocadas justamente pelos adultos que os deveriam proteger. Mas isso tem gerado muita discussão: o governo tem direito de intervir na forma como os pais educam os filhos? Isso não irá comprometer a autoridade dos pais e, consequentemente, a formação dessas crianças? A lei é a melhor forma de lidar com os casos de agressão familiar? O governo dispõe de recursos para vistoriar o cumprimento dessa lei? 

Página 3
São Paulo - Pais, professores, cuidadores de menores em geral podem ficar proibidos de beliscar, empurrar ou mesmo dar "palmadas pedagógicas" em menores de idade. Um projeto de lei que proíbe a prática do castigo físico será assinado amanhã pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para marcar os 20 anos de vigência do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A medida visa garantir o direito de uma criança ou jovem de ser educado sem o uso de castigos corporais ou "tratamento cruel e degradante". Atualmente, a Lei 8.069, que institui o ECA, condena maus-tratos contra a criança e o adolescente, mas não define se os maus-tratos seriam físicos ou morais. Com o projeto, o artigo 18 passa a definir "castigo corporal" como "ação de natureza disciplinar ou punitiva com o uso da força física que resulte em dor ou lesão à criança ou adolescente". Para os infratores, as penas são advertência, encaminhamento a programas de proteção à família e orientação psicológica.

"A definição proposta se aplica não só para o ambiente doméstico, mas também para os demais cuidadores de crianças e adolescentes - na escola, nos abrigos, nas unidades de internação. O projeto busca uma mudança cultural", diz a subsecretária nacional de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente, Carmen Oliveira. Segundo ela, "1/3 das denúncias no Disque 100 refere-se à violência doméstica, seja na forma de negligência ou de maus tratos".

[UOL Educação]

Código Civil


A palmada não é uma prática recente. Podemos encontrar na Bíblia (Provérbios 23:13-14) versículos como: "Não evite disciplinar a criança; se você a castigar com a vara, ela não morrerá. Castigue-a, você mesmo, com a vara, e assim a livrará da sepultura" (versão NVI). Porém, como todos sabem, vivemos em um Estado laico e, sendo assim, as regras da Bíblia não têm valor civil ou criminal. Mas a lei dos homens prevê algo semelhante, senão vejamos:
Código Civil:
Art. 1.638. Perderá por ato judicial o poder familiar o pai ou a mãe que:

I - castigar imoderadamente o filho;
Código Penal:
Art. 136 - Expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa sob sua autoridade, guarda ou vigilância, para fim de educação, ensino, tratamento ou custódia, quer privando-a de alimentação ou cuidados indispensáveis, quer sujeitando-a a trabalho excessivo ou inadequado, quer abusando de meios de correção ou disciplina:

Pena - detenção, de dois meses a um ano, ou multa.

1º - Se do fato resulta lesão corporal de natureza grave:
Pena - reclusão, de um a quatro anos.

2º - Se resulta a morte:
Pena - reclusão, de quatro a doze anos.

3º - Aumenta-se a pena de um terço, se o crime é praticado contra pessoa menor de 14 (catorze) anos:

Pela simples leitura dos dispositivos legais, percebemos claramente que castigar um filho é um direito dos pais, desde que o façam de forma moderada. Abusar deste direito incorre em sanções civis (perda do poder familiar) e penais (conforme previsto no Art. 136 do Código Penal).


Brasileiros são contra lei que proíbe palmadas


A maioria dos brasileiros é contra o projeto de lei que proíbe a prática do castigo físico em crianças. O texto, enviado no início do mês (julho de 2010) ao Congresso, estabelece que pais, professores e cuidadores de menores em geral ficam proibidos de beliscar, empurrar ou mesmo dar "palmadas pedagógicas" em menores de idade. De acordo com uma pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta segunda-feira, 54% dos entrevistados são contra as medidas, enquanto 36% aprovam as mudanças.

Segundo o levantamento do Datafolha publicado na edição desta segunda do jornal "Folha de S. Paulo", 74% dos homens entrevistados admitiram ter apanhado dos pais quando criança, ante 69% das mulheres. Ao todo, 72% dos brasileiros sofreram algum tipo de castigo físico - 16% deles disseram que costumavam apanhar sempre. A pesquisa mostra, ainda, que as mães costumam bater mais nos filhos do que os pais: 69% contra 44%. O levantamento ouviu 10.905 pessoas entre os dias 20 e 22 de julho.

[Veja]

O governo


Durante a solenidade de assinatura, o ministro da Secretaria Especial de Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, disse que o alvo principal do projeto não é o "beliscão ou palmadinha", mas casos como de Isabela Nardoni, menina que morreu após cair de um prédio em São Paulo e cujos pais foram condenados pelo crime. Lula, que falou depois, discordou de Vannuchi e disse que beliscão "dói pra cacete".

"O Paulinho (Vannuchi) falou duas vezes em beliscão, mas beliscão dói prá cacete, Paulinho. Me considero uma criança abençoada porque não lembro da minha mãe ter batido num filho. O máximo que ela fazia às vezes era, cinco homens deitado numa cama, ela vinha com chinelo e a gente esticava o cobertor e fingia que tava doendo. Depois, a gente começava a rir. O meu pai, vocês viram no filme ("Lula, o filho do Brasil") era um homem bruto, mas nunca apanhei do meu pai. Também nunca bati nos meus filhos", disse Lula.


[Diário de Pernambuco]

Folha.com



Para Rosely Sayão, lei que proíbe palmadas é invasão do Estado na vida privada

A psicóloga e consultora educacional Rosely Sayão, colunista da Folha, participou de bate-papo nesta quinta-feira (29) sobre o projeto da lei que proíbe palmadas, beliscões e castigos físicos em crianças e adolescentes.

Para Rosely Sayão, o projeto que altera a lei que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente, vetando o uso de castigos físicos e tratamentos cruéis na educação infantil, mostram a invasão do Estado na vida privada.

"Acho isso muito perigoso. Hoje podemos ser contra a palmada --eu sou-- mas amanhã, sabe-se lá o que pode ser transformado em lei?", disse a colunista da 
Folha durante o bate-papo.
[Folha.com]


Imigrantes vivem pesadelo na fronteira com os Estados Unidos




No último dia 24 de agosto, os corpos de 72 imigrantes ilegais (58 homens e 14 mulheres) foram encontrados pela Marinha mexicana numa fazenda situada próximo à cidade de San Fernando, no Estado de Tamaupilas, ao norte do México. Entre os mortos estavam dois brasileiros. Os demais eram cidadãos de Honduras, El Salvador, Guatemala e Equador. O grupo tentava cruzar a fronteira com o Texas quando foi capturado por traficantes. 

Apenas um jovem equatoriano sobreviveu ao massacre. Luis Freddy Lala Pomavilla se fingiu de morto e, mesmo ferido na garganta, conseguiu pedir ajuda aos militares.

Ele contou que os imigrantes ilegais foram sequestrados por integrantes do grupo Los Zetas ("Os Zs"), um dos cartéis de drogas que dominam a região. Os criminosos teriam proposto aos estrangeiros que trabalhassem como matadores de aluguel por um salário de US$ 1 mil por quinzena. Como recusaram a oferta, foram amarrados, amordaçados e fuzilados contra uma parede.

Estimativas indicam que a comunidade brasileira em território americano é de cerca de 1,2 milhão de pessoas, sendo que 20% deste total são clandestinos. Nos últimos anos, porém, o domínio de traficantes tem tornado a travessia ainda mais perigosa. Eles sequestram e obrigam os clandestinos a transportarem drogas ou cometerem outros crimes.

Em 2009, pelo menos 10 mil foram vítimas de sequestro, segundo a Comissão de Direitos Humanos. Dados oficiais do governo mexicano apontam 28 mil mortes desde 2006, quando o presidente Felipe Calderón iniciou uma ofensiva contra o tráfico. O massacre foi atribuído ao Los Zetas, considerado o mais violento grupo paramilitar no México.

A fronteira do México com os Estados Unidos sempre foi retratada como um território violento e sem regras nos filmes de faroeste. Nos últimos anos, a ação de cartéis do narcotráfico tornou a realidade muito mais dramática que a ficção, sobretudo para milhares de imigrantes ilegais que partem em busca do "sonho americano".

Jean Charles

Os brasileiros mortos moravam em cidades vizinhas a Governador Valadares (MG). A região é um dos principais pólos de exportação de mão-de-obra para os Estados Unidos e Europa desde os anos 1960.

Hermínio Cardoso dos Santos, 24 anos, e Juliard Aires Fernandes, 20 anos, vinham de famílias pobres e deixaram o campo em busca de uma vida melhor nos Estados Unidos. Suas histórias são parecidas com a do brasileiro Jean Charles de Menezes (foto ao lado), morto a tiros por policiais no metrô de Londres em 22 de julho de 2005, após ter sido confundido com um terrorista.

Milhares de imigrantes tentam atravessar todos os anos os 3,2 mil km de fronteira que separam o México dos Estados Unidos. Para isso, precisam vencer 1,2 mil km de muro, patrulhas e obstáculos naturais, como o Rio Grande e regiões desérticas. Os clandestinos pagam quantias a guias chamados "coiotes", que os levam através da fronteira.

De acordo com dados do Pew Hispanic Center, em 2008 havia 11,9 milhões de imigrantes ilegais vivendo nos Estados Unidos. Deste total, 76% eram hispânicos, a maioria composta por mexicanos (59%). No Arizona, o governo aprovou, em abril, uma lei que torna crime a imigração ilegal. A lei foi alvo de protestos de grupos de defesa dos direitos civis e é contestada na Justiça. O Estado do Arizona é a principal porta de entrada de estrangeiros sem documentos no país.

Violência

A chacina de Tamaupilas foi a terceira ocorrida somente este ano. Outros 55 corpos foram encontrados em maio no Estado de Guerrero e, em julho, 51 vítimas na cidade de Monterrey, próximo ao Texas.

Ciudad Juárez, localizada na fronteira com El Paso (Texas), é considerada a cidade mais violenta, onde mais de 4.500 pessoas foram mortas desde 2008.

As mortes resultam tanto do confronto de traficantes com militares como consequência da guerra entre os cartéis. Eles assumiram o controle do tráfico de drogas na América do Sul, um negócio estimado entre US$13,6 a US$ 48,4 bilhões anuais, com o declínio dos cartéis colombianos - Medellin e Cali - nos anos 1980.

Estima-se que 90% da cocaína dos Estados Unidos entre no país através da fronteira mexicana. 70 % de todo tipo de droga ilegal que circula no país provém das quadrilhas mexicanas.

Os principais cartéis em atividade são: Cartel de Sinaloa, Cartel do Golfo, Família Michoacana, Beltrán Levya, Cartel de Juarez e Los Zetas.

O Los Zetas é considerado o mais violento grupo paramilitar em atividade no México. Ele foi fundado por desertores das Forças Especiais do Exército mexicano. No começo, seus integrantes foram contratados como mercenários pelo Cartel do Golfo em operações contra os zapatistas, nos anos 1990.

Entre os crimes atribuídos ao grupo está o assassinato de dois prefeitos mexicanos no mês de agosto. O corpo de Edelmiro Cavazos, prefeito de Santiago (Estado de Nuevo Leon), foi encontrado em 18 de agosto. O prefeito de Hidalgo (Estado de Tamaulipas), Marco Antonio Leal Garcia, foi executado a tiros no dia 29 de agosto. O cartel também foi responsabilizado por atentados a bomba na mesma região em que ocorreu a chacina.

Para conter a onda de violência, o governo mexicano colocou, desde 2008, mais de 30 mil soldados nas ruas. Em 2007, o presidente Calderón e o presidente George W. Bush assinaram um acordo conhecido como Iniciativa Mérida, um plano de combate ao tráfico na América Central de cerca de US$ 1,5 bilhão, a serem gastos em três anos. O plano foi aprovado em junho do ano seguinte no Congresso americano. Ele inclui a compra de helicópteros, treinamento de policiais e implementação de tecnologia contra o crime organizado. Até março desde ano, apenas 9% do total destinado foi gasto. 

Créditos: José Renato Salatiel, jornalista e professor universitário (Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação)

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