Rádio Extraclassse Kolping

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

REDAÇÃO - Se der um branco na hora "H" ?


  • Tenha calma e não se desespere nem se assuste.


  • Releia o que se pede e delimite o tema para desenvolver o assunto (Merece uma dissertação genérica ou específica, ou seja, vamos partir do geral ou do específico?).


  • Selecione a melhor idéia para fazer a frase-núcleo.


  • Verifique se o tema pode delimitar o assunto.


  • Vamos fixar o objetivo (para que, com que finalidade, qual a dimensão, em que ambiente, como vou formar a lógica do pensamento escrito?).


  • Selecionar a linha de pensamento, dentro dos limites, para facilitar a coerência.


  • Reler os parágrafos vendo se a formulação e a tradução das idéias periféricas como argumentação da proposta central e da finalização do texto estão distribuídas adequadamente.


  • Formar a conclusão com consciência de que todas as idéias estão amarradas e que não existe nenhum pensamento solto na redação.


  • Verificar as características de organização, unidade, coerência, clareza e concisão.

    O QUE NUNCA DEVE ESTAR NUMA DISSERTAÇÃO:


  • textos óbvios e pobres em argumentos;


  • encurtar suas idéias sem necessidade e propósito;


  • concluir sem integrar as idéias como unidade redacional;


  • textos densos e cansativos para você e para o examinador;


  • frases centopéicas e períodos longos;


  • lógica da redação confusa;


  • esquecer da clareza e da concisão para quem lê;


  • deixar pensamentos soltos flutuando na redação e que necessite depois de reestruturação.

    Delimitação do assunto:

    Exemplo:
    - Esportes (geral);
    - Futebol (Específico);
    - O papel do futebol como arte;
    - O Futebol como profissão;
    - O Futebol como propaganda para seus jogadores e para o clube;
    - O Futebol como fanatismo da torcida ou como produto de exportação brasileira.
    (Isto você determina em sua mente e depois vai selecionando o que é mais apropriado à redação)

    Conclusão Parcial

    O Futebol ganha novos prismas que fazem da arte uma profissão para muitos jogadores de pequenos clubes que sonham com a Seleção Brasileira e os clubes internacionais. Da profissão surge a capacidade de ser tão famoso pela propaganda que ele, jogador, pode fazer ao Futebol, promovendo o seu clube e ganhando o carinho e até o fanatismo dos torcedores que vibram nas arquibancadas, nos rádios, nos televisores, nos jornais e nas revistas de esportes que acompanham toda a trajetória de uma carreira de muitos gols ou de uma derrota no Maracanã por um time adversário.

    A primeira coisa para livrar-se do branco que ocorre na hora da ansiedade é preparar-se antecipadamente com muita dissertação e acostumar-se a não perder dois fatores importantes para sua redação: concentração no momento da leitura do texto e interpretação da proposta do autor e capacidade de escrever com lógica sem fugir ao que foi pedido. Lembre-se que o objetivo desta avaliação é cobrar do vestibulando o conhecimento da matéria dada, a interpretação do enunciado da questão e a redação própria, com clareza e objetividade. Aplique suas habilidades com a língua escrita, mediante a produção da dissertação, partindo da leitura de um texto ou de fragmentos de livros, jornais, revistas, poesias e figuras abstratas e/ou simbólicas sobre o tema proposto. Cada candidato tem um tipo variável de leitura ou releitura do texto e a imaginação traduz de forma criativa a realidade escondida no texto que vai ser interpretado. Urge o estudo da interpretação de textos. Quem não sabe ler dificilmente poderá interpretar e assim os níveis de redação podem variar e traduzir um tipo de leitura própria de cada vestibulando.

    Procure escrever desde já e ler Livros de Técnicas de Redação e procurar as Dicas de Português para entender como a Gramática age nas formas redacionais e como os estilos agem na Gramática tornando-se Literatura Brasileira.



Fonte: http://www.vestibular.brasilescola.com/enem/a-redacao-sem-susto.htm

Vida Sintética e Ética


Técnicas de manipulação genética estimulam novas discussões jurídicas
por FÁBIO ULHOA COELHO



A experiência de criação em laboratório de “vida sintética” inevitavelmente iniciou discussões sobre desdobramentos éticos e jurídicos. A equipe de Craig Venter, partindo do arquivo eletrônico com a descrição do sequenciamento do genoma de uma bactéria, reproduziu-o com bases químicas, inserindo-o numa célula de outra bactéria, da qual extraíram previamente o DNA. O ser assim gerado se desenvolveu e se reproduziu.

Essa experiência deve se repetir com animais mais complexos, como mamíferos e, evidentemente, o ser humano. Conhecido o sequenciamento do genoma de uma pessoa qualquer – digamos, Albert Einstein –, será possível aglutinar em laboratório timinas, adeninas, guaninas e citosinas rigorosamente na mesma ordem, implantá-las numa célula reprodutiva humana sem DNA, transpô-las ao útero de uma mulher e aguardar que o ciclo natural da gestação cuide do resto.

Einstein renascerá? Não é possível ter certeza disso, pois ainda são inconclusas as discussões sobre a extensão da influência do meio sobre o desenvolvimento da personalidade. Quer dizer, se o bebê não for amado ou desamado na mesma forma que foi o pequeno Albert, na Alemanha do último quarto do século 19, é quase certo que terá perfil psicológico diferente. Além disso, será uma pessoa nascida em outro tempo e lugar, com outra história. É provável, assim, que se frustrem as expectativas depositadas no futuro desempenho intelectual do rebento.

O temor dessa variante de clonagem é injustificado. Se certa memória da história de cada um de nós se imprime, de algum modo, em nossas timinas e demais bases químicas do DNA, a pessoa gerada a partir da reprodução do mesmo esquema de sequenciamento de genoma de outra não transportará essa memória, as a eventualmente contida nas bases empregadas pelos cientistas.

Outro uso da técnica objeto do experimento é que deve preocupar as discussões éticas e jurídicas. Se com as pesquisas genômicas descobrirmos como desenhar em computador um ser humano ideal, inapto a desenvolver as doenças conhecidas de origem genética, será possível à medicina curar esses males desde o início. O casal com propensão a gerar filhos com determinada doença poderia contratar os serviços de uma clínica de fertilização que ajustaria o sequenciamento das células reprodutivas ao projeto ideal de ser humano, eliminando o risco.

Aqui reside a questão crucial, de ordem ética e jurídica. Deve a lei reconhecer aos casais que desejam ter apenas filhos saudáveis o direito de utilizar essa técnica? Sendo a saúde apenas uma de muitas características portáveis por nós, a questão se abre igualmente a uma gama imensa de possibilidades – tipo de inteligência, compleição física etc.

Essa discussão interessa apenas a quem não crê num Deus criador e ordenador. Aqueles que acreditam ter o homem, com essa conquista científica, definitivamente avançado o sinal e afrontado a vontade divina não necessitam do aclaramento da dúvida ética ou jurídica. Basta-lhes a crença para inibi-los a utilizar a técnica, ao gerarem seus filhos. A discussão deve ser contextualizada, assim, numa questão filosófica altamente complexa e, por isso mesmo, constantemente evitada: a de quanto a atual sociedade democrática enfraquece a espécie humana.

A seleção natural é, evidentemente, o processo de supremacia do mais forte, do mais apto a relacionar-se com o meio ambiente. A cultura liberta o ser humano dessa cruel imposição da seleção natural. Permite à espécie humana, após longo processo civilizatório, integrar também membros desafortunados, portadores de limitações físicas ou mentais. Mas, ao desafiar o princípio básico da seleção natural, dando chance de viver e se reproduzir a todos os homens e mulheres, e não somente aos mais aptos, a cultura acaba envolvendo a espécie humana numa estratégia arriscada.

A discussão é altamente complexa e constantemente evitada, porque pode resvalar em execráveis postulações de controle da “pureza” da espécie humana. Não é disso que se trata. A sociedade democrática deve continuar a abrigar todos os homens e mulheres, sem qualquer distinção, em vista da plena igualdade de dignidade que cada um de nós carrega. Mas, sem abrir mão desse valor fundamental, conquistado a duras penas, talvez não devamos deixar de nos preocupar com a pertinência das estratégias adotadas enquanto espécie em evolução. A técnica prometida por aquele experimento pode atender à delicadíssima questão evitando-se as limitações na origem.

O ser humano caminha para ter nas mãos o controle da evolução. Assim como deverá, um dia, de controlar a evolução da própria espécie, poderá também submeter à mesma lógica a das demais. Os dois vetores tendem a se desenvolver simultaneamente. O processo de evolução das espécies, que hoje designamos como “seleção natural”, corre o risco de se transformar em algo próximo ao que poderíamos deduzir da expressão “seleção cultural”. Isto só aumenta a já enorme responsabilidade do Homo sapiens.


FÁBIO ULHOA COELHO Fábio Ulhoa Coelho é jurista e professor da PUC-SP.


Fonte: http://www2.uol.com.br/sciam/artigos/vida_sintetica_e_etica.html

sábado, 14 de agosto de 2010

Revista Ciência Hoje - Edição 273 - Agosto 2010

A Revista Ciência Hoje no seu site, disponibiliza gratuitamente o download de alguns artigos na íntegra da edição 273 deste mês. É possível também download de alguns artigos de edições anteriores.

Revista Ciência Hoje- Edição 273 -Agosto 2010:

Os segredos evolutivos do orgasmo feminino

Capa CH 273
Se a função do orgasmo masculino é clara, já que está diretamente ligado à ejaculação, a do orgasmo feminino ainda é um enigma. Muitas hipóteses tentam explicar o fenômeno. O artigo de capa da CH de agosto fala sobre as teorias existentes e busca explicações para esse mistério. O orgasmo tornou-se quase um fim em si mesmo, mas estudos sugerem que ele poderia ser uma forma de controle da reprodução pelas mulheres.Download: PDF aberto (gif)


Entrevista: Robert Darnton – Nos escombros da história, o futuro

O anseio de tornar o acesso à cultura cada vez mais amplo permeia a diversificada carreira do historiador Robert Darnton. Diretor da biblioteca da Universidade Harvard, ele fala à CH sobre tecnologias digitais, os rumos da palavra impressa e um futuro que deve ser marcado pela convivência de ambos e pela democratização do acesso ao conhecimento. Download: PDF aberto (gif)


O pensamento de Joaquim Nabuco

Joaquim NabucoO ano de 2010 marca o centenário da morte do político, diplomata e escritor pernambucano Joaquim Nabuco. Mais conhecido por sua luta contra a escravidão, Nabuco deixou obras que revelam suas ideias sobre o país e sobre como este poderia alcançar um futuro de harmonia social e progresso, como expõe este artigo. Download: PDF aberto (gif)



Vale a pena conferir.

EPA.

Fonte : http://cienciahoje.uol.com.br/revista-ch/2010/273

Física é pop

Um blogue que parte do cotidiano para falar da teoria, e não o contrário. No Estúdio CH, o físico Dulcidio Braz Júnior conta de sua motivação para criar a premiada página ‘Física na veia’ e ressalta a importância de blogues para a divulgação científica.

O físico Dulcidio Braz Jr. é professor da disciplina no Colégio Anglo
São João, em São João da Boa Vista (imagem: Thiago Camelo).

Dulcidio Braz Jr.O blogue Física na veia foi eleito pelo prêmio internacional The BOBs – Best of Blogs, da empresa de comunicação alemã Deutsche Welle, como o melhor blogue em língua portuguesa do período 2009-2010.

De São João da Boa Vista, seu criador, o professor de física Dulcidio Braz Júnior, procura explicar por quê: “O júri acabou se encantando com a ideia de tornar a física algo acessível às pessoas de uma maneira geral, sejam elas estudantes ou não.”

Em entrevista ao repórter Fred Furtado, Braz conta que é esta a filosofia por trás do blogue. Lá, procura apresentar as teorias da física de forma contextualizada, “sempre atrelada ao cotidiano”. Um post pode ser inspirado por uma partida de futebol ou notícias do dia a dia.

Na semana passada, por exemplo, uma foto de um peixe arqueiro lançando um jato de água para derrubar um inseto inspirou um texto sobre ótica e o desvio da luz na superfície da água (publicado dia 02/08/2010).

“Quem tem algo para dizer em ciência e não utiliza blogues está ficando para trás”

O blogue nasceu da vontade de falar da física do século 20 a estudantes do ensino médio e do início do ensino superior. A missão foi ao ar em 2004, já ampliando o leque para outras áreas da física.

Exigiu paciência: no início, não era raro haver apenas uma pessoa on-line – o próprio Braz. Com o tempo, o físico conquistou leitores cativos, passou para o portal da UOL e chegou ao pico de sete mil acessos simultâneos.

Hoje, Braz está convencido da importância do uso de blogues para divulgação científica. Para ele, estamos diante de uma grande revolução na maneira de trocar informações, e a ciência não pode ficar de fora: “Quem tem algo para dizer em ciência e não utiliza blogues está ficando para trás”, avisa.


Clique na imagem abaixo para download da entrevista completa.


Dicas para melhorar a memória no Vestibular


Nosso cérebro foi criado para armazenar informações por tempo indeterminado, para que assim possamos utilizar tais memórias quando necessário. Porém, a maioria das pessoas vive se esquecendo de informações, como nomes, endereços, números de telefones e etc. O que dizer dos estudantes que vão prestar Vestibular e que estão com inúmeras questões borbulhando na cabeça?



A falha na memória, muitas vezes, ocorre por falta de exercícios que ativam o cérebro, com isso a parte responsável pela memória longa, o córtex, não armazena com facilidade informações. Para que você não pule aquela questão de história, geografia ou aquele problemão de matemática por esquecimento, fique atento em nossas dicas:





  1. - Prestar atenção em tudo o que as pessoas falam, tentar guardar o máximo possível de detalhes daquela conversa que você tanto deseja guardar- Na escola ou no trabalho tome anotações de tudo o que precisa lembrar, escreva repetidas vezes para o cérebro gravar a partir da visão o que é necessário;
  2. - Utilizar jogo da memória e quebra cabeça que estimulam o cérebro a funcionar e memorizar desde coisas pequenas até grandes detalhes;
  3. - Exercícios físicos também fazem muito bem ao cérebro, além do corpo é claro;
  4. - Reserve alguns minutos do dia para meditar. Meditação melhora a memória, a concentração, a percepção, a agilidade motora e reduz o estresse;
  5. - Uma alimentação regular aliada ao descanso e o sono em dia deixam sua memória ótima.

Os alimentos antioxidantes são ótimos para no auxílio da sua memória. Veja o que consumir:

Vitamina B12: encontrada em frutos do mar, algas, laticínios, grãos germinados, lêvedo e alface.

Vitamina B15: amêndoa do damasco, arroz, grãos germinados e lêvedo.

Vitamina C: limão, laranja, cenoura, pimenta vermelha.

Colina: gema de ovo, espinafre cru, soja germinada, lêvedo, nozes.

Selênio: lêvedo, ovo, alho, cebola.

Zinco: frutos do mar, laticínios, gérmen de trigo, lêvedo, maxixe.


Fonte: http://vestibular.com.br/mostradica.php?cod=33

O valor do pré-sal para o Brasil

O assunto tomou conta do país e vem gerando polêmica desde então. As descobertas de petróleo a 7 mil metros abaixo da superfície do mar podem alçar o Brasil a um status de potência petrolífera e econômica. Mas o que é o pré-sal? O que ele pode representar ao país e quais os problemas que podemos herdar junto com a exploração?




A camada pré-sal é um gigantesco reservatório de petróleo e gás natural, localizado nas Bacias de Santos, Campos e Espírito Santo (região litorânea entre os estados de Santa Catarina e o Espírito Santo). Estas reservas estão localizadas abaixo da camada de sal - portanto, de 5 a 7 mil metros abaixo do nível do mar.

O petróleo encontrado nesta área, que engloba três bacias sedimentares (Santos, Campos e Espírito Santo), é de qualidade superior àquele comumente extraído da camada pós-sal, que fica acima da extensa camada de sal. Estas reservas se formaram há aproximadamente 100 milhões de anos, a partir da decomposição de materiais orgânicos.

Ainda não se sabe estimar a quantidade total de petróleo e gás natural contidos na camada pré-sal. No momento, há uma enorme especulação sobre quantos barris de petróleo pode conter o pré-sal. Uma estimativa realizada fala em algo entre 30 e 50 bilhões de barris – o que já aumentaria em cerca de quatro vezes as reservas brasileiras, que contavam com 12,1 bilhões de barris em janeiro deste ano.

Mas os números podem ser ainda maiores. Alguns acreditam que o pré-sal poderia esconder no mínimo 100 bilhões de barris – o que colocaria o Brasil em 6º lugar entre as maiores reservas de petróleo do mundo. Já outros chegam a afirmar que o pré-sal pode guardar 338 bilhões de barris, o que faria do Brasil o maior detentor de reservas provadas do mundo, superando de longe a Arábia Saudita – hoje com 264 bilhões de barris.

Para efeito comparativo, se o preço por barril de petróleo cair para US$ 100 dólares, os 338 bilhões de barris dariam uma renda em potencial de US$ 33,8 trilhões de dólares, quase três vezes o PIB dos Estados Unidos ou 19 vezes o PIB brasileiro.

Se forem confirmadas as estimativas da quantidade de petróleo da camada pré-sal brasileira, o Brasil poderá se transformar, futuramente, num dos maiores produtores e exportadores de petróleo e derivados do mundo. Porém, os investimentos deverão ser altíssimos, pois, em função da profundidade das reservas, a tecnologia aplicada deverá ser de alto custo.

Acredita-se que somente por volta de 2016 estas reservas estejam sendo exploradas em larga escala. Enquanto isso, o governo brasileiro começa a discutir o modelo de exploração que será aplicado.


FIQUE DE OLHO
Segundo a Petrobrás, os primeiros resultados apontam para volumes muito expressivos. Para se ter uma ideia, só a acumulação de Tupi, na Bacia de Santos, tem volumes recuperáveis estimados entre 5 e 8 bilhões de barris de óleo equivalente (óleo mais gás). Já o poço de Guará, também na Bacia de Santos, tem volumes de 1,1 a 2 bilhões de barris de petróleo leve e gás natural, com densidade em torno de 30º API.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Falta de saneamento é o pior problema ambiental



Por ocasião do Dia Mundial da Água, em 22 de março, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e outras agências da ONU lançaram um relatório sobre o estado do saneamento básico no mundo. A conclusão básica: as águas do planeta estão cada vez mais poluídas e mais pessoas morrem hoje em todo mundo por causa dessa contaminação do que por todas as formas de violência, inclusive as guerras. “O esgoto está literalmente matando as pessoas”, disse Achim Steiner, diretor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) (O Globo, 23/03/2010).

As principais vítimas são as crianças

De acordo com o estudo, a falta de água limpa mata 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade anualmente, o que representa uma morte a cada 20 segundos. Grande parte do despejo de resíduos acontece nos países em desenvolvimento, que lançam 90% da água de esgoto sem tratamento. No Brasil, uma das maiores causas de morte associada à falta de saneamento é a diarréia. A doença mata cerca de 2,2 milhões de pessoas em todo o mundo anualmente. Mais da metade dos leitos de hospital no planeta, diz o estudo, é ocupada por pessoas com doenças ligadas à água contaminada. Além disso, mais da metade das escolas primárias em 60 países em desenvolvimento não tem instalações adequadas de água e 2/3 não tem saneamento apropriado.

O PAC funcionará?

No Brasil, o governo anunciou em junho passado que o saneamento contará, no chamado PAC 2, com cerca de R$ 40 bilhões no período de 2011 e 2014. São cerca de 7.466 empreendimentos distribuídos em 24 unidades da federação, dos quais 2.337 (31%) estão em andamento seguindo o critério de atender preferencialmente cidades de regiões metropolitanas – acima de 100 mil habitantes, no Sul e Sudeste, e acima de 70 mil habitantes nas demais regiões.

Segundo a coordenadora das ações do PAC 2, Miriam Belchior, o governo federal acredita que não terá problemas para aplicar os recursos destinados ao setor de saneamento no PAC 2 uma vez que a situação hoje é de mais projetos do que recursos, diferentemente do que aconteceu na primeira fase do PAC quando, por ausência de projetos, os investimentos em saneamento demoraram a ser iniciados. «Já em 2009, fizemos nova seleção de projetos para as áreas de drenagem e de água e esgoto e o cenário tinha mudado. Todo mundo tinha projeto, porque tinha perspectiva de ter recurso», disse ela, após reunião com empresários do setor da infraestrutura, em São Paulo (Valor Econômico, 7/04/2010).

Os investimentos necessários são muito altos

Contudo, segundo o Instituto Trata Brasil (ITB), para que todos os brasileiros tenham acesso a água e esgoto tratados, seriam necessários investimentos da ordem de R$ 270 bilhões. "Como o PAC está destinando R$ 40 bilhões para água, esgoto, resíduos sólidos e drenagem, serão necessários pelo menos sete PAC’s para que a meta de universalização seja alcançada", disse Raul Pinho, presidente do ITB. Pinho concorda com o governo sobre o principal fator que tem contribuído para o atraso nas obras: a formatação dos projetos. «A lentidão na obtenção de licenciamento ambiental e exigências não previstas de órgãos estaduais e municipais também contribuem para o ritmo fraco de execução», ponderou o estudo do instituto, com base em levantamento feito com operadoras de rede de esgotos e prefeituras. «Temos a cultura de economizar em projeto porque projeto não dá voto, não dá para inaugurar», afirmou Pinho.

ESGOTO É O MAIOR VILÃO AMBIENTAL, DIZ PESQUISADOR


Doutor em ecologia pela Universidade de Montpellier, na França, e pesquisador há três décadas da estatal Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Evaristo de Miranda (foto ao lado), de 58 anos, qualifica as queimadas que assolam a Amazônia e o cerrado de "prática do Neolítico". Quer dizer com isso, claro, que essas são técnicas primitivas para um país que quer e precisa se modernizar. Por isso, o especialista propõe a aposta na tecnologia. É a inovação que pode permitir ao Brasil um futuro sustentável, que combine preservação ambiental e exploração racional das fontes naturais. A boa notícia é que parte disso já é realidade. “A produção de alimentos está aumentando há trinta anos principalmente devido ao aumento da tecnologia, e não à expansão de novas áreas de plantio”, diz Miranda.

Na entrevista a seguir, ele defende o agronegócio, comenta o projeto do novo Código Florestal, que deverá mexer na produção vinda do campo, critica os números que colocam o Brasil entre os maiores poluidores do planeta e surpreende: para ele, o maior desafio brasileiro no campo ambiental é ampliar e melhorar o saneamento básico nas áreas urbanas e rurais.

Qual é o maior problema ambiental do Brasil hoje?
A falta de coleta e tratamento de esgoto. Segundo dados do IBGE, quase 100 milhões de brasileiros vivem sem coleta de esgoto, que contamina os solos, corre a céu aberto e é fonte de graves doenças, responsáveis por 30% de nossa mortalidade. Do esgoto coletado, o Brasil trata apenas 10%. O resto vai direto para os rios.

Então, essa deveria ser a prioridade ambiental atualmente?
Sim. A prioridade deveria ser o saneamento básico em áreas urbanas e rurais, ampliando e melhorando a coleta e o tratamento do lixo e do esgoto, sobretudo na Amazônia e no Nordeste. Isso levaria a uma recuperação extraordinária dos rios e do litoral, de seus peixes, da flora e da fauna. Ainda garantiria a redução da mortalidade infantil e a melhoria da saúde para mais de 100 milhões de pessoas. Quantas ONGs internacionais interessadas no meio ambiente militam por essa causa ou financiam projetos de saneamento no Brasil?

O Brasil é apontado como o quarto maior poluidor do clima no mundo. O IBGE afirma que 75% das emissões de gases tóxicos vêm dos desmatamentos e queimadas, principalmente na Amazônia. O quanto devemos ficar preocupados com esses números?
Para comparar emissões totais, seria necessário incluir os dados de desmatamentos e queimadas dos outros países, e não só do Brasil. Se não for assim, é uma comparação desonesta. Será que os russos vão incluir no cálculo de suas emissões os atuais incêndios florestais, por exemplo? E os Estados Unidos incluem os desmatamentos do estado de Washington e as emissões resultantes da queima das florestas da Califórnia? Entre 2000 e 2005, o desmatamento total do Brasil foi de 165.000 km2, o do Canadá de 160.000 km2 e o dos Estados Unidos de 120.000 km2. Esses dados foram publicados pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos. Se todos incluírem seus desmatamentos e queimadas, aí, sim, dá para comparar.

Mesmo assim, as queimadas constituem um problema. Como acabar com isso?
Grande parte das queimadas brasileiras não contribui para o acúmulo de CO2 na atmosfera. Em termos de CO2 de origem fóssil, pelos dados de 2008 da EIA (Energy Information Administration, órgão americano que coleta e analisa dados sobre energia), o Brasil ocupava a 17ª posição - após China, Estados Unidos, Rússia, Índia, Japão e outros. Se levar em conta o consumo per capita, caímos ainda mais, para a 123ª posição. Quando o capim ou a cana-de-açúcar voltam a crescer, eles retiram da atmosfera a mesma quantidade de carbono emitida na queima. De qualquer forma, nada justifica essa prática do Neolítico, a ser banida da agricultura. Há vinte anos eu pesquiso e monitoro as queimadas por satélite. O uso agrícola do fogo deve ser substituído por tecnologia moderna.

O agronegócio garante ao brasileiro comida barata. Segundo o levantamento que o senhor fez no Embrapa, legalmente não há mais espaço para expandir a agricultura no Brasil. Por que a agricultura é considerada vilã do meio ambiente no Brasil? Faz sentido essa visão?
Não faz o menor sentido. O Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, com 47% de energia renovável, em que 29,5% vêm da agricultura. A cana-de-açúcar gera hoje mais energia – graças ao etanol e à produção de energia elétrica nas usinas com o bagaço – que todas as hidrelétricas juntas. A produção de alimentos está aumentando há trinta anos principalmente devido ao aumento da tecnologia e não à expansão de novas áreas de plantio. As cidades, sobretudo as grandes, são as maiores vilãs do meio ambiente, por sua demanda de recursos, pelo consumismo, pelo desperdício e por todos os impactos qualitativos e quantitativos que geram.

A proposta do novo Código Florestal, de autoria do deputado Aldo Rebelo, traz avanços reais para a questão do meio ambiente no Brasil?
Creio que sim. Ele procura compatibilizar a proteção dos biomas com a legítima e necessária exploração do território nacional, em benefício do povo brasileiro. Ele incorpora novos conhecimentos científicos e reconhece as particularidades de nossos biomas e das diversas agriculturas existentes no Brasil. Ele respeita as áreas agrícolas consolidadas em conformidade com a legislação de seu tempo.

Como fazer o crescimento econômico e a sustentabilidade andarem juntos?
Com inovação. Inovando na forma de produzir, na gestão da energia e dos resíduos, no uso de tecnologias modernas, nas parcerias, no consumo consciente e buscando sempre soluções de longo prazo. A pesquisa científica tem um papel fundamental no desenvolvimento da inovação para os processos produtivos, tanto na agricultura como na indústria. Infelizmente, ainda existe muita gente especializada em planejar o que não executa para depois avaliar o que não fez. Eles só atrapalham na busca dessa sustentabilidade.

COMO ANDA ENTÃO O SANEAMENTO NO BRASIL?


A população brasileira produz, em média, 8,4 bilhões de litros de esgoto por dia. Desse total, 5,4 bilhões não recebem nenhum tratamento, ou seja, apenas 36% do esgoto gerado nas cidades do país é tratado. O restante é despejado sem nenhum cuidado no meio ambiente, contaminando solo, rios, mananciais e praias do país inteiro, sem contar nos danos diretos que esse tipo de prática causa à saúde da população.

A constatação foi feita pelo Instituto Trata Brasil, que acaba de finalizar, com o apoio do Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento (SNIS), um estudo que avaliou os serviços de saneamento básico prestados nas 79 cidades brasileira que possuem população superior a 300 mil habitantes. “São as cidades que apresentam os maiores problemas sociais decorrentes da falta dos serviços e que concentram cerca de 70 milhões de pessoas no País”, afirmou o Raul Pinho, presidente do Instituto.

A pesquisa revelou que, entre 2003 a 2007 – período em que o estudo foi realizado –, o atendimento para questões de saneamento nas cidades avaliadas melhorou em 14% e o índice de tratamento de esgoto avançou 5%.

O estudo apontou, ainda, que os municípios do país que mais se destacaram na avaliação estão, na maioria, localizados na região sudeste do país. São eles: Franca (SP), Uberlândia (MG), Sorocaba (SP), Santos (SP), Jundiaí (SP), Niterói (RJ), Maringá (PR), Santo André (SP), Mogi das Cruzes (SP) e Piracicaba (SP), em ordem de classificação.

No entanto, apesar dos números revelarem que o Brasil melhorou o alcance da prestação dos serviços de coleta e de tratamento de esgoto, o presidente do Instituto afirma, com base na pesquisa, que o país não avançará na questão do saneamento básico sem o engajamento das prefeituras. “Tanto entre as dez cidades brasileiras que apresentam os melhores indicadores quanto entre as piores, estão operadores municipais, estaduais e privados. Assim, podemos concluir que não é o modelo de gestão que determina a prestação eficiente. O que faz a diferença é a prioridade política e a importância que os gestores públicos e a própria população dedicam ao saneamento, cobrando uma prestação de serviços eficiente e de qualidade”, afirma Pinho.

A opinião do presidente se confirma ao analisarmos as últimas cidades do ranking, como, por exemplo, Belém (PA), Cariacica (ES), Porto Velho (RO), Nova Iguaçu (RJ) e Duque de Caxias (RJ). Todas elas apresentam falta de investimento ou queda progressiva dos recursos destinados aos serviços de coleta e de tratamento de esgoto municipal.

A pesquisa avaliou, ainda, a conformidade ambiental dos municípios, ou seja, o volume de esgoto tratado por água consumida. Nesse quesito, a situação mudou um pouco de figura. As melhores colocadas do ranking foram as cidades de Jundiaí, Salvador e Niterói, enquanto as piores posições ficaram para Guarulhos, Bauru, Porto Velho e Ananindeua, além das cidades da Baixada Fluminense, que já estavam mal colocadas na pesquisa.

Os municípios que não quiseram divulgar seus dados ao SNIS foram rebaixados, automaticamente, para as últimas posições do ranking.

Revista Planeta Sustentável
Fonte: http://www.passeiweb.com/saiba_mais/atualidades/1281545573

50 ANOS DA PÍLULA ANTICONCEPCIONAL


COMO O MÉTODO CONTRACEPTIVO INFLUENCIOU A TOMADA DE DECISÕES PESSOAIS E PROFISSIONAIS PELAS MULHERES




Por: Burson-Marsteller, Bayer Schering Pharma, Fundação Carlos Chagas, IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Instituto Guttmacher
Ilustração/Foto: Istock Photo


Em uma sociedade contemporânea em que a mulher exerce diversos papéis, seja como profissional, administradora do lar, estudante, solteira, esposa ou mãe, as influências comportamentais e a moda feminina que marcaram as décadas anteriores são visíveis no dia a dia. Com um ritmo de vida dinâmico, a mulher atual, a exemplo de alguns ícones femininos do passado, vive em constante busca por independência. Neste contexto, o surgimento da pílula anticoncepcional, no início da década de 60, permitiu que a mulher passasse a controlar sua fertilidade, conquistasse liberdade sexual com segurança e praticidade e, mais recentemente, aliasse a contracepção a outros benefícios propiciados pela pílula.
Estudo realizado pelo Instituto Guttmacher, organização de saúde sexual dos Estados Unidos, revela que 80 milhões de mulheres utilizam a pílula anticoncepcional no mundo. O maior percentual de consumidoras reside na Europa e nos Estados Unidos e utilizam o método para planejar o tamanho da família, se dedicar aos estudos e à carreira. O estudo revela ainda que, na América Central e do Sul, cerca de 16 milhões de mulheres utilizam a pílula anticoncepcional, sendo que as brasileiras usam os contraceptivos orais durante um período maior – entre dois e cinco anos -, enquanto as mexicanas utilizam o método por apenas um ano sem interrupção. “Normalmente, as mulheres realizam uma pausa no uso da pílula por razões culturais, no entanto, não é um procedimento recomendado, justamente por haver a possibilidade de ocorrer uma gestação não planejada neste período”, afirma o Prof. Dr. Afonso Nazario, Chefe do Departamento de Ginecologia da UNIFESP. O levantamento do Instituto Guttmacher mostra também que a taxa de contracepção na América Central e do Sul aumentou consideravelmente, de 15% em 1969, para mais de 70% em 2000.
O atual índice elevado de utilização da pílula anticoncepcional contrasta com o período de seu lançamento, ocorrido quando o cenário mundial pregava uma conduta moral de castidade feminina - na época o método era receitado apenas para as mulheres casadas e com autorização dos maridos. A primeira pílula, lançada nos Estados Unidos, possuía formulação com altas doses de hormônio, que gerava alguns efeitos colaterais, e assim não conquistou as usuárias. Em 1961 importante empresa do mercado farmacêutico lança a primeira pílula disponibilizada em países da Europa, Austrália e Brasil, com formulação seis vezes maior que a quantidade de princípio ativo dos contraceptivos atuais.
No auge dos anos 70, surge a chamada segunda geração de pílulas, com redução significativa da quantidade de hormônios usados nas primeiras versões. No final dos anos 90 é inaugurada a terceira geração da pílula anticoncepcional, com formulações de baixas doses e princípios ativos mais modernos que proporcionam outros benefícios além da contracepção.
Paralelo ao surgimento da pílula, as mulheres iniciaram uma revolução silenciosa e discreta. A taxa de fecundidade brasileira decresce da média nacional de 6,3 filhos em 1960 para 5,8 filhos em 1970, chegando ao patamar de 2,3 filhos em 2000. A região Sudeste foi a que registrou o menor índice de fecundidade, 2,1 filhos por mulher, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Com a opção de controlar a fertilidade, a mulher pode escolher o momento ideal para ingressar no mercado de trabalho em busca de sua independência financeira ou ampliação dos bens de consumo de toda a família”, afirma Flavio Gikovate, psiquiatra, psicoterapeuta e escritor.
A expansão do ensino nas décadas de 60 e 70 permitiu que as mulheres aumentassem sua escolaridade e, com isso, passassem a pensar no desenvolvimento de uma carreira. “A pílula anticoncepcional surgiu em um momento já favorável para o início da ‘revolução de costumes’, período em que a sexualidade humana ganhou importância própria, desvinculando-a da necessidade de reprodução e permitindo que as mulheres pensassem em relações sexuais sem o pavor da gestação”, ressalta Gikovate.
De acordo com os indicadores da Fundação Carlos Chagas, a participação da mulher no mercado de trabalho ou procurando emprego em 1976 era de 28,8%. Já em 2007, este índice representou um total de 43,6%. Em 2009, dados atualizados do IBGE revelam que o trabalho feminino já corresponde a 45,1% da população empregada no País.
Observe como a evolução feminina no mercado de trabalho impactou os índices de fecundidade nas últimas décadas:


* População recenseada no Brasil e taxa de fecundidade brasileira – dados do IBGE
* População economicamente ativa feminina – dados da Fundação Carlos Chagas


Fonte: http://semprematerna.uol.com.br/bagagem-materna/50-anos-da-pilula-anticoncepcional

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

11 de Agosto - DIA DO ESTUDANTE



Ser Estudante
"Se quiseres ser um verdadeiro estudante Não aprenda só o superficial, Pois o difícil pode se tornar barreira vencida. Para aquele cujo momento chegou agora, nunca é tarde demais! Aprender o ABC não basta, mas aprenda-o. Procura na escola o que deseja para tua vida, Pois ela te recolherá, orientará, dirigirá. Confia nos teus mestres: eles não te decepcionarão. Se não tens teto, cobre-te de saber, De vontade, de garra. Se tens frio, se tens fome, Agarra-te ao livro: ele é uma boa arma para lutar. Se te faltar coragem, Não tenha vergonha de pedir ajuda. Certamente haverá alguém para te estender a mão. Sê leal, fraterno, amigo, forte! Nunca te deixes ser fraco, desleal, covarde. Pois tu, jovem estudante, tens que assumir o comando do teu país. Respeita para ser respeito. Valoriza para ser valorizado. Espalha amor para seres amado. Não tenhas medo de fazer perguntas: toda a resposta terá sentido. Não te deixes influenciar por pensamentos alheios ou palavras bonitas. Tenha a tua própria linguagem (aperfeiçoa-te). Quando te deparares com a injustiça, a impunidade, a corrupção, a falta de limites, o abuso de poder, Pensa na existência de tudo o que te cerca. Busca o teu ideal e lembra: um valor não se impõe, se constrói. Não faça do teu colega, uma escada para subir. Isto é imoral e a imoralidade não faz parte da tua lição."
Autor: ( Marina da Silva )

11 DE AGOSTO
DIA DO ESTUDANTE


Origem
No dia 11 de agosto de 1827, D. Pedro I instituiu no Brasil os dois primeiros cursos de ciências jurídicas e sociais do país: um em São Paulo e o outro em Olinda, este último mais tarde transferido para Recife. Até então, todos os interessados em entender melhor o universo das leis tinham de ir a Coimbra, em Portugal, que abrigava a faculdade mais próxima.

Na capital paulista, o curso acabou sendo acolhido pelo Convento São Francisco, um edifício de taipa construído por volta do século XVII. As primeiras turmas formadas continham apenas 40 alunos. De lá para cá, nove Presidentes da República e outros inúmeros escritores, poetas e artistas já passaram pela escola do Largo São Francisco, incorporada à USP em 1934.

Cem anos após sua criação dos cursos de direito, Celso Gand Ley propôs que a data fosse escolhida para homenagear todos os estudantes. Foi assim que nasceu o Dia do Estudante, em 1927.

Oração do estudante

Senhor, eu sou estudante, e por sinal, inteligente.
Prova isto o fato de eu estar aqui, conversando com você.
Obrigado pelo dom da inteligência e pela possibilidade de estudar.
Mas, como você sabe, Cristo, a vida de estudante nem sempre é fácil.
A rotina cansa e o aprender exige uma série de renúncias: o meu cinema, o meu jogo preferido, os meus passeios, e também alguns programas de TV .
Eu sei que preparo hoje o meu amanhã.
Por isso lhe peço, Senhor, ajuda-me a ser bom estudante.
Dê-me coragem e entusiasmo para recomeçar a cada dia.
Abençoe a mim, a minha turma e os meus professores. Amém.

Nossa Homenagem aos Estudantes

Coração de Estudante

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Saiba mais sobre o tratado que proibia produção de armas nucleares

Somente cinco países tinham permissão para produzi-las.
Veja detalhes do acordo assinado em 1968.




O professor de geografia do cursinho pH, Diego Moreira, dá uma aula sobre o tratado de não proliferação de armas nucleares assinado em 1968 por cinco potências mundiais: EUA, antiga União Soviética, França, Reino Unido e China.
Pelo acordo, só estes países poderiam produzir armas nucleares. Os demais tinham de ter programas pacíficos voltados para a produção de energia elétrica.
Em maio deste ano houve uma revisão do tratado.

Do G1, em São Paulo
Fonte: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2010/08/saiba-mais-sobre-o-tratado-que-proibia-producao-de-armas-nucleares.html